sábado, 24 de dezembro de 2016

Narrativa de Viagem

Minha  lembrança mais antiga é a do pai de algum amigo chamando para mostrar as fotos da mais recente viagem da família. O ambiente preparado pelo apagar das luzes e das cadeiras que pareciam manter os incautos em temporário cárcere privado, anunciavam o  repetitivo ruido que viria do carretel de slides, do som incidental e por vezes exageradamente animado daquele narrador de imagens, isso intercalados por raros momentos de breu absoluto para dar uma despertada pela reconfortante troca de cenários. Cansativo tanto quanto eram aqueles numerosos álbuns depositados no colo derramando monumentos, comidas, pisos e sorrisos muitas vezes desfocados.

Compartilhar um passeio para mim é invasão de privacidade - de ambos os lados- tanto por quem expõe-se a mostrar o  desnecessário, como para aquele que se vê obrigado a pegar carona  forçada e sem vontade nestas viagens.

Atualmente as redes sociais de alguma forma diluem e também vulgarizam ainda mais estes momentos, mas aí é a cultura do imediato, ver enquanto esta acontecendo, não mais adequado, mas menos talvez menos invasivo, visto que acompanha e comenta quem se importa, nem que seja para ficar no deboche ou incomodado.

Então, o que fazer com o turismo fotográfico? Para quem gosta mesmo de fotografia pode ser frustrante não poder compartilhar o desfrutado.

Tenho usado uma forma pessoal de narrativa.
Antes é preciso criar uma história, fazer com que conversem entre si  criem ritmo as imagens, Selecionar a quem possa interessar estes relatos, primar se possível pelo inusitado, sem perder o que pode ser também local e diferenciado. Pode parecer complicado mas é só se por do outro lado.

O Google fotos é uma boa ferramenta para isso. 

Aqui compartilho como exemplo  uma de minhas últimas experiências, portanto, apaguem as luzes, sentem-se na cadeira, cliquem no link e boa viagem.


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